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Postado nov 23, 2012 em Economia / MKT

Cientistas Israelenses Descobem o Cheiro do Branco

Cientistas Israelenses Descobem o Cheiro do Branco

Você pode ver a cor branca, mas pode ouvir o som do branco? Agora pode! Pesquisadores do Instituto Weizmann, em Israel, demonstraram que você também pode sentir o cheiro do branco. O branco que vemos é uma mistura de ondas de luz, de diferentes comprimentos de onda. De uma maneira semelhante, o zumbido que chamamos de “ruído branco” é feito de uma combinação de frequências sonoras variadas.

Para ser percebido como “branco”, um estímulo deve cumprir duas condições: a mistura que os produz deve alcançar a abrangência da nossa percepção e cada componente deve estar presente na mesma intensidade.

Poderiam estas duas condições serem encontradas no caso dos odores, de forma a produzir um cheiro branco?

Uma equipe do Departamento de Neurobiologia, liderada pela estudante Tali Weiss e pelo Dr. Kobi Snitz, ambos do grupo de Professor Noam Sobel, decidiu aceitar o desafio.

Começaram então com 86 diferentes aromas puros (cada com um único tipo de molécula de odor), abrangendo todo o “mapa cheiro”, e os diluíram para que se obtivessem intensidades semelhantes e, depois, criaram misturas. Cada mistura continha uma mistura diferente dos odores, provenientes de várias partes do mapa do cheiro. Essas misturas foram então apresentadas, em pares, a voluntários, que foram convidados a comparar os dois “cheiros-misturas”. A equipe descobriu que quanto mais os odores fossem misturados em conjunto, mais os indivíduos tendiam a avaliá-los como semelhantes – embora os dois não compartilhassem de componentes comuns.

As misturas que contivessem 30 odores diferentes ou mais foram interpretados como sendo quase idênticas. Os pesquisadores, então, criaram uma série de misturas de odores, dando-lhes um nome absurdo: Laurax. Uma vez que os indivíduos fossem expostos a uma das misturas Laurax e ficassem acostumados com o cheiro, eles seriam expostos a novas misturas – misturas que não tivessem cheirado anteriormente.

Eles também chamaram essas novas misturas “Laurax”, mas somente se nelas estivessem contidas 30 ou mais odores e na faixa de cheiros possíveis. Em contraste, as misturas feitas de 20 ou menos aromas não foram chamadas como Laurax. Em outras palavras, Laurax era um “cheiro branco”.

“Por um lado”, diz Sobel, “As descobertas expandiram o conceito de ‘branco’ para além da percepção familiar de visão e som. Por outro lado, elas tocam nos princípios mais básicos do nosso sentido de cheiro, e estes levantam algumas questões sobre a sabedoria convencional sobre o assunto”.

“A visão mais aceita, por exemplo, descreve o sentido do olfato como uma espécie de máquina que detecta as moléculas de odor. Mas o estudo Weizmann implica que os nossos sistemas de cheiro percebem aromas inteiros, em vez dos odores individuais que os compõem”.